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Na sala de cinema – Vamos falar bem de Dragonball

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Tenho recebido diversos pedidos para fazer um post sobre o novo filme da franquia Dragonball Z. Está passando aí nos cinemas e tem animado os fãs por ser uma espécie de continuação direta da série. Porém, não acho uma boa ideia que justo eu assista. Por dois motivos principais. Primeiro porque não conheço o universo, então não seria capaz de entender o filme. E segundo, e principalmente, porque não gosto de Dragonball. Mas, como diz o título do post, vamos falar bem dessa bodega.

Antes que fique irritado comigo, como muita gente fica, eu vou explicar porque não gosto do desenho. Quando era criança não assisti porque o Vina mais novo nunca sentiu interesse no estilo da animação. Mais velho, quando comecei a criar algum interesse por animes, procurei, assisti alguns episódios e não gostei. Talvez já estivesse velho demais ou então nunca fui capaz de curtir o troço. O fato é que não consigo ver nada de Dragonball e dizer que é bom.

Com uma exceção.

Calma! Não me xinga ainda.
Calma! Não me xinga ainda.

“Se ele falar bem dessa porcaria, eu vou até a casa dele só pra dar um soco na cara” deve ser o que você está pensando. Mas antes de falar bem de Dragonball Evolution, preciso falar o óbvio, o filme é horroroso.

Dragonball Evolution é um filme com um roteiro ruim, péssimos efeitos especiais, interpretações porcas, direção qualquer coisa e cheio de vergonha alheia. Nada faz sentido. Mas, ainda assim, me diverti horrores assistindo a esta pérola no cinema.

Foi pela qualidade? De forma alguma. Os aspectos ruins podem ser causas para risadas não propositais? Também não. Toda a diversão veio de testemunhar meus caros amigos sofrendo enquanto assistiam ao filme comigo.

Então, o que eu posso falar bem de Dragonball? A franquia ganhou uma adaptação porcaria nos cinemas que me deu um pouco daquele prazer sádico de fazer um tanto de maldade com os amigos.

Em certo ponto do filme, o Goku levou um tiro e caiu desfalecido. Subitamente um dos integrantes do grupo levantou as duas mãos em gesto de descrença e soltou “Que porra é essa?” Logo em seguida um tal de mestre interpretado por um Chow Yun-Fat com sono fez uma cura mágica na ferida e o Goku levantou. Outro amigo levou as mãos ao rosto e ficou balançando a cabeça em negação.

Foi quando percebi que assistir o filme com eles foi um acerto.

Então um cara virou macaco, outro ficava soltando bolinhas de energia pra lá e pra cá. Na grande luta final vemos o tal goku usando um golpe importante pela primeira vez e indo junto com o raio que está liberando. Um amigo meu que tinha apenas ficado quieto começou a rir e falou “Ele tá indo junto com o camerramerrá!” (escrevi errado de propósito, é pra alfinetar ainda mais).

Ao término da sessão, estava satisfeito com toda a diversão que Dragonball finalmente me proporcionou. Ainda pude ver meus amigos lanchando deprimidos após o filme.

Isso é basicamente tudo o que eu tinha pra falar de bom de Dragonball. E não vou assistir o desenho novo passando nos cinemas, sinto muito.

 

FANTASTIC…

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